CONFENEN pondera método de avaliação do MEC


Presidente da entidade explica o porquê dos dados serem considerados ruins

Os dados divulgados pelo Ministério da Educação sobre as instituições superiores foram alarmantes e causaram apreensão quanto ao futuro do Brasil, visto que apenas 1,6% (34) das mais de 2000 instituições de ensino superior receberam nota máxima, de acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC). Entretanto, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, CONFENEN, pondera alguns aspectos da pesquisa feita pelo MEC.

Para avaliar, o cálculo do IGC leva em conta a média dos CPC dos últimos três anos, relativos aos cursos avaliados da instituição; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação. Para que uma Instituição de Ensino Superior (IES) tenha o IGC calculado é preciso ter, ao menos, um curso com estudantes concluintes inscritos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE).

“Para que se possa entender melhor a questão da avaliação da educação superior é importante registrar, primeiramente, que os indicadores mencionados não se confundem com os conceitos de qualidade que são decorrentes de avaliação in loco”, explicou o presidente em exercício da CONFENEN, José Ferreira.

A nota por faixa, que varia de 1 a 5, é feita sob a forma de valor inteiro, com a distribuição das instituições em curva, cujo método de elaboração culmina com a concentração da maior parte dos entendes avaliados na nota 3, fazendo com que as notas 1 e 2, assim como as notas 4 e 5 correspondam a apenas 5% do total de entes avaliados.

“Dessa forma, não importa a nota absoluta recebida pela instituição, pois a nota que será divulgada sempre será resultado da aplicação dessa curva, de modo que invariavelmente, apenas uma parcela muito pequena atingirá a nota máxima (5), assim como uma pequena parcela ficará com nota 1”,  alerta o presidente da CONFENEN.

Para finalizar, José Ferreira ressalta que as instituições têm compromisso sério com a qualidade na atividade educacional desempenhada, com investimentos pesados no desenvolvimento de projetos pedagógicos de qualidade. “Embora o MEC insista em avançar na criação de indicadores de qualidade que pouco informam a sociedade acerca da qualidade da educação ofertada, nós sabemos do compromisso das instituições superiores com a qualidade do serviço”.

Sobre a CONFENEN:

A CONFENEN é a entidade máxima e única de representação das escolas particulares, hoje com um universo de mais de 40 mil instituições de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior, abrangendo aproximadamente 15 milhões de alunos.

Formada por gestores educacionais das mais variadas especialidades, a CONFENEN tem com uma das missões promover discussões sobre a educação no Brasil por meio da interface constante com as esferas públicas e sociedade civil, além de proporcionar liberdade de ensino.


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